quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Momentos difíceis


Desde pequena escutava falar do “Agosto Maldito”, o mês do ano onde aconteciam as coisas ruins. E digo que o meu Agosto está demorando um bocado para passar. De repente, entramos num furacão e a vida parece ter saído dos eixos. Começou com meu sogro doente. Gripado e fraco deu entrada no meio de agosto em um PS de um bom hospital e não saiu até agora. Foi constatado um problema no coração, ele operou e acabou pegando uma inflamação no pulmão. Ali começava o calvário, que vem se arrastando até agora, com uma recuperação muito difícil. Com isso, a família toda está em frangalhos, vivendo um dia de cada vez, torcendo pelas pequenas melhoras diárias dele. Mas não é nada fácil, são sempre dois passos pra frente e depois um pra trás. Muita reza, oração, é o que nos resta.

Nesse mesmo tempo, nossa cachorra começou a ficar estranha, prostrada e tendo uns desmaios. Depois de muitas idas a veterinários, exames caríssimos, detectamos um problema cerebral, uma doença degenerativa muito séria. O prognóstico dela não é nada bom. Ela já está cega e mal consegue andar. O neurologista que está cuidando dela disse que há chances de recuperação, que é pra eu não desistir do tratamento, à base de uma medicação fortíssima. É o que tenho feito, mas é de partir o coração vê-la assim tão debilitada. Eu não sei se rezo para ela ficar boa, ou para ela morrer de uma maneira natural. Confesso que passar por outra eutanásia, no mesmo ano, vai ser muito doloroso. Ainda nem cicatrizou a ferida que ficou no meu coração pela partida do Blanco, há quase 6 meses.

Com isso tudo acontecendo, paro para pensar em como nossa vida é frágil. Meu sogro sempre foi um homem forte, daqueles que nunca fica doente, que trabalha pra caramba, se exercita, se cuida, é super vaidoso. E agora, coitado, passa por uma situação dessas. É pra perceber que tudo pode mudar em um instante.

As meninas ainda não percebem direito o que está se passando. Das 3, só Bellinha tem um pouco de noção do que está acontecendo, pergunta do avô de vez em quando, se interessa em saber. Tenho tentado proporcionar uma vida normal a elas, marcando programas para o final de semana, participando das atividades da escola pelo menos. Tenho procurado ainda dar atenção a meu sobrinho de 3 anos, filho da irmã do Marcello, que mora no interior e está aqui para acompanhar a recuperação dele. Solidariedade é uma obrigação minha!

Mas tenho muita fé que o sogrão vai sair dessa sim! Vai viver até os 90 anos. E acredito ainda que tudo na família vai mudar depois. Ninguém passa por uma situação dessas sem mudar. Mudar é perceber que não há espaço na vida para sentimentos ruins, raivas e mágoas. A vida é para ser vivida com alegria e união. Deus proteja a todos! Amém...

3 Comentários:

Anonymous Vó Betty disse...

Deixe estar, filha, que o Rubens é muito forte e, com todo mundo fazendo uma corrente positiva, ele há de se safar dessa com louvor. E você tem razão: ninguém passa por uma situação dessas sem mudar, e o que se espera é que mudem para melhor, pois há tempo suficiente para que as pessoas racionalizem e vejam que a vida é curta demais para guardar mágoas e rancores.

22 de setembro de 2011 às 19:45  
Anonymous Anônimo disse...

Força, amiga. E conta comigo, mesmo de longe! beijo em vcs, Pri

23 de setembro de 2011 às 13:33  
Anonymous Anônimo disse...

Espero que seu sogro fique bom logo, que tudo se ajeite, que vc tenha força pra viver tudo isso conseguindo dar conta de cuidar das meninas, ajudar seu sobrinho e apoiar seu marido e toda a família nestas horas difíceis. bjs
Lela

29 de setembro de 2011 às 19:53  

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