sábado, 5 de novembro de 2011

9 anos...


Estou atrasada pra fazer o registro dos 9 anos da Bellinha. Confesso que ainda não ando muito inspirada para escrever, mas não podia deixar a data passar em branco aqui no blog. Quando começamos a pensar na festinha dela, meu sogro ainda estava internado e não sabíamos o dia de amanhã. Então, resolvemos fazer o que ela mais queria, a tal festa escolar de bufês, que pega as crianças na escola e vai de ônibus até o local. Os bufês inventaram essa nova modalidade, onde os pais dos amiguinhos não são assim muito bem vindos. O preço é mais camarada, pacote pra 40 crianças e 10 adultos. Acabei trocando para 35 crianças e 15 adultos. E foi assim. Papai foi com a Lorena direto pro bufê e eu segui com a turma no ônibus. De pé, pois a lotação foi total, apenas um amiguinho convidado não foi. Ali já começou a “balada”. Aquela criançada toda em polvorosa, falando todos juntos e um monte de besteiras. Afff, tinha esquecido como era isso, como eles são agitados quando estão em bando! E lá chegando não pararam um minuto, pareciam uns desesperados tentando aproveitar cada instante. Ela curtiu de montão, não parou nem pra dar oi para os convidados adultos. O bufê era com uma pegada “teen”, só com brincadeiras bem agitadas, tinha laser shock, arvorismo, tirolesa, mini golf, guitar hero, entre outros. O parabéns também foi diferenciado. Eles trocaram a tradicional roda em torno da mesa de doces por uma “balada musical”. Fizeram um corredor humano na pista de dança e Bellinha entrou ovacionada, colocou fones de ouvido, subiu até a mesa do DJ e deu seu show para a criançada. Exibida que só, entrou se achando e adorou ser o centro das atenções. No fundo foi a festinha mais simples que fiz, sem nenhum detalhe personalizado, mas aposto que uma das que elas mais curtiu.

Agora, aos 9, percebo a diferença. Não dá mais pra falar que parece que foi ontem que ela nasceu, pois não parece mais. Já foram 9 anos de convivência diária, de aprendizados, de alegrias, pirraças e muito, mas muito amor. Eu não sou mais a mesma de 9 anos atrás, mudei bastante, antes me considerava uma garota e agora, uma mulher. Ela, então, mudou muito mais. Os interesses principalmente. Acho que foi lá atrás, aos 6/7 anos, que ela ela começou a sair da primeira infância, deixar pra trás muita coisa de menininha. Hoje ela passa horas no computador vendo vídeos de suas “musas” no YouTube (as artistas teen do Nick e Disney Channel), usa blush e sombra pra sair, tem suas músicas favoritas, é uma leitora voraz, tem sempre uma novidade que descobriu para contar e anda respondona que só. Troca bilhetinhos com as amigas e fala do menino que gosta da escola. Presta atenção a tudo o que falamos, dá até medo. Em suma, é “quase” uma mocinha. Tem seus deslizes, chora como um bebê quando se machuca, pede colo quando quer carinho, brinca de boneca, mamãe e filhinha e faz uma bagunça daquelas ainda. Mas já tem uma curiosidade diferente, quer saber pra que servem as marchas do carro, as placas de rua, quer ver filmes mais “adultos” e me pergunta muito como era na “minha época”. E eu fico tentando segurar mais um pouco essa inocência dela, apavorada com a ideia de ter uma filha “aborrecente”. Sei que não dá pra fazer milagre, mas faço o que dá. O tempo no computador é limitado e não deixo que frequentem as redes sociais, como a maioria de seus amiguinhos. Libero só o Club Penguin, Migux e Mundo do Sítio. E TV, só nos canais infantis. Sei que não vou segurar muito tempo, mas enquanto eu conseguir vou evitar. Por outro lado é muito legal ter uma filha mais mocinha, conversamos muito, ela entende as coisas de outra maneira já.

É louco pensar em como perdemos nossos filhos a cada ano que passa. Quando eles nascem, são 100% nossos, dependem da gente pra tudo. À medida que crescem, eles vão precisando menos da gente e vai chegar uma hora em que vão se virar sozinhos....é uma triste realidade, sinto pânico em pensar nela mais velha, querendo sair sozinha com as amiguinhas. Peço a Deus, do fundo do meu coração, que ilumine e proteja o caminho dela na vida. Que venham mais muitos anos de alegrias e novidades pela frente. Seja sempre feliz minha filha amada!

2 Comentários:

Blogger Ana Paula disse...

Ai, Amanda, e tao lindo e tao nostalgico ao mesmo tempo ve-las crescendo, ne? A Laura ta comecando com essa fase ai que voce falou, algumas caracteristicas bem semelhantes a Bella. Eu ate acho graca, to curtindo, apesar de as vezes sentir falta da minha nenem. O pai que nao lida muito bem com a filha crescendo e mudando de interesses e gostos. ;)

8 de novembro de 2011 às 12:07  
Anonymous Ana Reis disse...

Parabéns para Bellinha (atrasado).
Que diferente essa festa ! Adorei o relato.
Imagino seu jogo de cintura para conciliar tantas informações.
Mil bjs

11 de novembro de 2011 às 02:47  

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