terça-feira, 12 de abril de 2011

Adeus meu querido...


A semana passada foi bem difícil. Eu deveria ter vindo aqui antes, relatar o aniversário da Lulu, as mudanças dela, festinhas, mas algo muito triste aconteceu. Nosso amado cachorro, o Blanco, morreu aos 12 anos. Meu primeiro filho, meu único menino. Foi duro, aliás, ainda está sendo duro. Aqueles que nunca tiveram cachorro não conseguem dimensionar esse sentimento de perda, mas acredito que ele seja um pouco semelhante ao de perder um filho. Claro que não na mesma dimensão, até por uma questão de conformismo: nossos filhos a gente sabe que devem “durar” por toda nossa vida e os cachorros, infelizmente, a gente já começa sabendo que sua vida é um tanto breve. Fora meus avós, nunca perdi ninguém próximo e a partida do Blanquinho foi a situação mais triste pela qual passei na vida. Não vou relatar os últimos acontecimentos dele, pois não vale à pena, só digo que foi para o bem dele, que estava sofrendo demais, vítima de um enorme tumor. Morreu nos meus braços, mas vai viver para sempre na minha memória. E a vida segue seu rumo.

Posso dizer que com isso fui tomada por um manto de tristeza. Um manto bem pesado nos meus ombros, tirando minhas forças, dificultando a respiração. Ontem, depois de 10 dias parada, fui correr e senti como se estivesse saindo de uma doença, com o corpo todo debilitado. Fiz um treino leve e coloquei muita coisa pra fora. A corrida é minha melhor terapia, a cabeça vai longe, acalma meu coração, me faz pensar com mais clareza. Terminei sentindo que tinha tirado metade daquele manto de cima de mim. Hoje faço um novo treino para eliminar a angústia que ainda persiste. Vamos que vamos.

As meninas, aparentemente, não sofreram com essa perda. Aqui, os cachorros (tenho uma fêmea tb), sempre viveram no quintal e isso fez com que elas não criassem lá muitos vínculos com eles. No dia, expliquei que ele seria sacrificado, elas foram até ele, deram um abraço apertado e se despediram. Lulu ficou meio estranha depois, um tanto agressiva, disse que ficou chateada, “estressada” (conforme suas próprias palavras), mas acho que ficou mais chateada por me ver chorar. Lolli estava aqui quando tudo aconteceu, mas não pareceu entender o que se passava. Engraçado é que desde que ele se foi, ela perguntou dele duas vezes e ontem disse que ele estava com a Greta no quintal. Vai lá saber. Uma amiga minha disse que a alma deles ainda fica por um tempo na casa, para eu deixar o pratinho e tapetinho dele no local de sempre. Eu não acredito, nem desacredito, mas estou deixando tudo no lugar ainda....Mas no fundo torço para que ele esteja em um lugar bem quentinho, bem arejado, onde possa correr e ser livre....ao lado do pai dele, nosso saudoso Ainouke. Fiquem com Deus meus queridos, vocês nunca serão esquecidos!!!

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Ô Amanda, sinto muito. Lembrei de Marley e eu na sua narrativa. É impressionante como os nossos bichinhos se tornam da família, puros, fiéis, presentes... pra sempre!
Fica bem.

Elza

12 de abril de 2011 às 16:14  
Anonymous Anônimo disse...

sabe que uma x eu disse que perder um cachorro era como perder um filho...e meu amigo disse:
MAS VOCÊ DARIA A VIDA PELO SEU CACHORRO??? claro que não..
e pelo seu filho?? sim!!

sinto muito pela perda do teu.

Pri e filhotes.

13 de abril de 2011 às 04:49  

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