quinta-feira, 17 de março de 2011

Minha menininha complicada....

Como já relatei aqui várias vezes, Luiza é uma menina de fases. Sempre foi. Tem aquelas tranquilas, mas em compensação, tem umas muito difíceis. Digamos que agora estamos passando por uma turbulenta. Ela continua na psicóloga, estamos caminhando juntas, passinho por passinho. Eu também vou a uma sessão por mês e pra mim tem sido muito importante esse diálogo com a psicóloga. Depois falo mais sobre isso.

Bom, ela tem andando muito irritada, cheia de chiliques, agressiva. Eu tenho procurado me controlar, não estourar com essas cenas de gritaria. Mas tem horas que não dá! Na segunda-feira, ela saiu da aula de danças brasileiras com o cadernão da turma. É um caderno enorme, com a capa de xita, onde cada aluna desenha, escreve, ilustra o que a dança representa pra ela. Ela saiu radiante, pois foi a primeira a levar o caderno pra casa. No caminho de volta, ela disse que quando chegasse em casa faria o desenho na mesma hora. Eu perguntei da lição de casa e ela, nervosa, disse que era muito difícil que não queria fazer. O que era? Desenhar um lugar de São Paulo. Simples assim. Sugeri o Zoológico, praças perto de casa, um shopping, etc. Expliquei que ela teria 7 dias pra devolver o caderno das danças (a aula é semanal, à noite) e que a lição era para o dia seguinte e no período da manhã ela teria natação.

Quando chegamos, como se eu não tivesse dito nada, ela começou a desenhar no caderno das danças. Pacientemente pedi que fizesse primeiro a lição. Ela pegou o papel e um lápis e em 10 segundos (acho ue nem isso), fez um garrancho, e disse que estava pronto. Eu ainda conversei de novo, perguntei se ela teria coragem de entregar aquilo, que deveria caprichar mais, etc, etc. Saí para ir ao meu ballet à noite e pedi que ela pelo menos pintasse o desenho com cores. Quando voltei, perguntei se ela tinha pintado e a reposta foi sim. Fiquei feliz e o dia acabou aí.

No dia seguinte, antes do almoço, abri a mochila dela e vi que ela não tinha mudado nada. O sangue ferveu e explodi. Falei, falei, falei um monte de coisas, e coisas duras, bem duras. Ela sabe que está errada e fica fazendo cara de pouco caso, o que me deixa mais irritada e me faz falar mais ainda. Fui de casa até a escola sem falar com ela, de tanta raiva que eu estava. Mas é incrível, é só ela sair de perto de mim pra eu me arrepender de falar tantas coisas duras. Aí, claro, me sinto uma monstra, péssima mãe, imaginando ela na aula toda magoada comigo. Fiquei com um nó na garganta a tarde toda. Só queria abraçá-la , beijá-la e fazer muito carinho.

Quando ela saiu da aula (eu a pego na sala mesmo), abracei, disse que não queria ter brigado, que tinha sido dura. E ela vira pra mim e fala: “mamãe, eu não entreguei a lição. Disse que havia esquecido em casa, pra fazer caprichado com você hoje”. Me desmontou né? Chegamos e ela fez um lindo desenho da praça perto da casa do avô delas. Ai, como é difícil lidar com tantos sentimentos viu....

1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

As crianças tem sua personalidade e já a demonstram desde pequenas. E isso não tem nada a ver se o filho é biológico ou adotivo. Até mesmo os filhos que saem de nossas entranhas podem ser bastante complicados.

6 de abril de 2011 às 09:50  

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