Moda
Acabei de ler na TPM, a revista feminina da Trip, uma matéria sobre moda que se encaixou direitinho nos que eu queria escrever. Dizia que: “os mais fracos por dentro precisam de uma autoafirmação por fora. Para eles, essas marcas exercem essa função. Eles saem pelas ruas como outdoors e, assim, sentem-se bem aceitos pela sociedade, sem ter que provar muita coisa. Pessoas seguras e autênticas não precisam disso”. Exatamente o que eu penso.
Estou falando sobre isso, pois minha Bellinha, além de querer todos os brinquedos, está começando a ser influenciada pelas marcas de roupas. No feriadão, continuando o post abaixo, elas foram ao cinema com uma amiga minha e as duas filhas dela. Uma de 8 e outra de 12 anos. Bom, passado o filme, fui encontrá-las para passearmos. A mais velha das meninas quis ir a Kippling ver uma bolsa X. Eu aproveitei que tinha um banco livre por perto e fiquei do lado de fora esperando. Até que Bellinha sai da loja, super eufórica, querendo que eu fosse comprar para ela uma bolsinha (“inha” mesmo) que custava “só” 119 reais. Ao escutar um “não”, Bella entrou em crise, disse que precisava daquela bolsa, chorou, esperneou e quase acabou com minha paciência. A amiga, vendo minha irritação, tentou consertar a cena e disse para Bella que era só ela esperar o aniversário dela para ir até a loja e escolher uma. Mas emendou com um “toda menina “precisa” de uma bolsa da Kippling”. E minha rebelde ficou falando grosso comigo, pegou o catálogo para mostrar para o pai, que não era tão ruim quanto eu. Agora, na cabecinha dela, ela realmente "precisa" daquela bolsa.
Acho que está começando muito cedo esse lance de moda nela. Agora quer saber se o tênis é da Nike ou da adidas, comenta sobre as mochilas da Fico Butterfly das amigas e dos modismos lançados na escola. Tá, eu sei que faz parte da idade, não dá pra recriminar, mas quero que elas entendam o quanto isso é fútil. Eu me lembro de passar por essas crises, mas quando já tinha uns 12/13 anos. Lembro de como era frustrante não conseguir o que queria. E lembro também de sempre ficar revoltada porque a primeira resposta do meu pai era sempre “não”. Eu não quero ser viciada no “não”, mas quero que elas entendam o valor das coisas. Será que estou delirando ou isso é possível?

3 Comentários:
Eu só sei que acho que está cada vez mais difícil lidar com essas situações, que aparecem cada vez mais cedo nas crianças. Aqui ainda não tem essa de marca não, mas acho que onde a gente mora não rola muito disso de marca. Não na idade da Laura, de qualquer forma. Eu vejo isso sim, mas com as adolescentes. Não sei porque, mas tenho a impressão de que aqui no Canadá as crianças são crianças por mais tempo que no Brasil, hoje em dia.
lá em casa esse lance ainda não começou...ela ainda curte pucca, barbie e HSM, mas pensando bem isso também não deixa de ser modismo...
Ih... complicado demais!
Aqui em casa tb passei por isso, mas as meninas já eram grandinhas. Tem razão de estranhar, é muito precoce.
Mas sabe o que eu acho? É importante que elas tenham essa sua visão. Não é que vc será a "Sra Não" e sim quem aconselha para o bem. Só espero que o Papai não se renda aos pedidos dela com muita facilidade. Quem sabe um plano de ação, onde ela junte o dinheiro para comprar? Assim verá o quanto é difícil adquirir coisas e quem sabe olhará para as bolsas mais simples com outros olhos, né?
Boa sorte para vc, Amanda!
Beijocas
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