O pescoço e o choro de birra...
Eu ia esperar mais uns dias pra escrever mais sobre a Lorena, mas como ela anda doentinha, aproveito o gancho para falar de certos comportamentos dela. Desde sexta ela está com febre, em torno de 38, 38,5°. Sem nenhum outro sintoma aparente. Nem caidinha ela está muito, saracoteou por todos os lados no final de semana. Mas como já são 4 dias com febre, tomando Novalgina, hoje consegui um encaixe no pediatra e vamos lá ver se descobrimos a causa (acredito que seja a garganta).
Bom, mas quero escrever sobre coisas que já aconteceram com ela e não mencionei aqui ainda. Quem sabe alguma outra mãe passa por isso e descobre aqui um alento para suas inseguranças. Primeiro foi o lance do pescoço torto. Luiza também teve isso, me deixou super preocupada e passou, assim como começou. Com a Lorena foi mais intenso. Começou quando ela tinha 3 meses e estava firmando a cabeça. De tempos em tempos o pescoço entortava. E sete dias depois, voltava ao normal. Era sempre para o mesmo lado e o olho desse lado, também ficava, digamos assim, vesgo. Eu anotava no calendário e constatei que isso acontecia a cada 15 dias e durava 6/7 dias. Isso era o que mais me incomodava, a regularidade do negócio. Fui aos 2 pediatras dela e o oficial, o Dr. Benjamim, sempre me acalmou, dizendo que isso passaria, como passou com a Luiza. O outro, do plano, já encucava, dizia que eu deveria procurar um neuropediatra ou mesmo um oculista. Em casa, papai sempre botava panos quentes, dizendo que não era nada. Alguma coisa era, poxa vida!! Eu não sou das mais neuróticas, mas ficava incomodada mesmo com isso. Tentei mudar a posição no berço, no carrinho e nada. Até que passou, sim, sozinho, sem nenhuma explicação, quando ela fez 1 ano. Vai lá saber... Mas acabamos indo a uma neura (não por esse motivo), que me tranqüilizou dizendo já ter visto muitos casos como esse (que também passaram sozinhos, sem explicação).
Mas a visita a neuro teve outro propósito. Quando bebezinha tinha 11 meses, bateu a boca num copo, chorou, chorou e literalmente apagou. Parecia que ela estava tendo uma convulsão, pois ficou toda retorcida. Um horror, acho que foi uma das piores sensações da minha vida. Fiquei assustadíssima, liguei para Deus e o mundo pedindo ajuda, chorei, chorei, mobilizei meus pais, o papai, os médicos. Por telefone, os dois pediatras me disseram que era um quadro convulsivo e que como tinha passado eu não deveria procurar, ainda, um PS. O problema é que ela começou a ter isso direto. Era só se machucar que lá vinha a cena. Hoje, já sabendo o que é, eu brinco dizendo que ela fica com a cara do “O Chamado” (aquele filme de terror com a Naomi Watts).
Acabei indo a neuro indicada pelo médico do plano e ela me relatou o choro de birra, popularmente conhecido como “tomar o choro”.
“Chama-se de “tomar o choro” e não traz conseqüências mais sérias. Desde que as crises não estejam associadas a um distúrbio cardiorrespiratório. O bebê chora, vigorosamente, tem uma parada rápida na respiração, a pele fica arroxeada e o corpo meio amolecido. Nesse momento, pode haver um rápido desmaio. Depois, ele volta a respirar normalmente, mas ainda chora por um tempo.”
No caso dela, ela começava a chorar, meio que perdia o folêgo e apagava, com a cara toda retorcida, olhinhos semi-cerrados. Aí, eu percebi que isso só acontecia quando eu a pegava no colo (que mãe que não pega seu bebê no colo quando ele se machuca?). A partir desta constatação, as crises pararam de acontecer. Agora só a pego no colo quando ela dá aquele gritão mesmo e respira. Com isso, claro, ficamos apavorados em deixa-la sozinha com qualquer pessoa, com medo de que isso acontecesse (virei refém dela!). Agora já tem uns 2 meses que não acontece nada...e que continue assim. Por mais que eu leia e escute médicos dizendo que não temn nenhuma sequela, é assustador ver minha filha assim.
E eu que achava que já era “escolada” com questões bebezais, me deparo com essa figurinha, sempre aprontando das suas....aiaiaiaiaia....

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