As moças de branco
Terças e quintas, as meninas fazem natação no clube em que somos sócios. Eu deixo as maiores na piscina e rumo com Lorena ao parquinho para brincarmos. A cena é sempre a mesma. O local é praticamente “branco”. Branco em alusão às roupas das babás que ali estão. Acho que 90% das mulheres ali são babás, os outros 10% restantes ficam com as avós e algumas poucas mães. Pais? Geralmente nenhum.
Fico me perguntando onde estão as mães daquelas crianças todas. Claro que uma grande maioria está trabalhando fora mesmo, mas muitas, acredito, que não. Não estou fazendo uma crítica às mães que trabalham fora. Muito pelo contrário, acho que se o emprego é bom e vale à pena, elas devem mais é ir em busca de seus objetivos profissionais. Mas o que questiono aqui é o papel da babá no meio da família. Eu tive babá por longos 5 anos. Desde que Bellinha nasceu passei a trabalhar em casa, mas com uma babá para me auxiliar. Isso mesmo, auxiliar e não ser a responsável pela criação das minhas filhas. Nunca levei a babá ao clube, ela viajou pouquíssimas vezes com a gente e sempre foi dispensada sábado depois do almoço. A babá tinha a função de ficar com elas enquanto eu não podia. Acho lastimável ver a babá empurrando o carrinho (sempre um desses modelos caríssimos) ao lado da mãe, que fica meio ali como coadjuvante.
Quando Lorena tinha 9 meses, a babá que trabalhava aqui teve um problema muito sério com o filho dela e teve que deixar o emprego. Naquele momento decidimos, até por uma questão financeira, que não contrataríamos outra. Foi difícil no começo, mas sobrevivemos e hoje nem cogito contratar outra. Aliás, dou graças a Deus por ter me livrado delas. Digo isso, pois eu vejo no clube como a maioria das crianças é tratada. Sempre quando estou brincando com Lorena no tanque de areia vem alguma criança “carente” se juntar a nós. E por quê? Porque a babá está batendo papo com outra, ou falando ao celular, ou mesmo, olhando a paisagem. É raro ver uma babá fazendo castelinho, moldando formas, como eu faço com minha pequena. E tem muitas que falam grosso com a criança, falam mal das patroas, geralmente nunca estão satisfeitas.
E ainda escuto algumas mães defendendo que a criança deve entrar na escola só depois dos 3 anos. E ficar em casa com a babá?? Lorena está matriculada já para o ano que vem e vai entrar na escolinha com 2 anos e 9 meses, uma idade ótima, sem fraldas e falando direito. Se eu trabalhasse fora, a colocaria antes, pois na escola sim, elas serão estimuladas, ensinadas por pedagogas que sabem como agir em certas situações. Eu não vejo a hora da pequena começar sua vidinha escolar. Vou poder retomar uma parte da minha vida que ficou parada. Não reclamo não. Foi ótimo me dedicar full time a ela, mas ela precisa crescer. E que cresça alegre, feliz e muito amada. Estou super ansiosa por 2011, nova vida pra ela e pra mim. Mais um ciclo se fechando e outro abrindo...

5 Comentários:
Gostei muito do post, parabens!!
Amanda, uma vez conversando com uma psicóloga, ela comentou sobre como muitas mães hj não conhecem nada sobre seus filhos e não sabem lidar com eles. Basta ver a reação delas (que tem babá 24 hrs por conta das crianças e ainda a folguista para o fim de semana inteiro) quando uma babá falta. Disse a psicóloga: a mãe fica tão apavorada, é como se o filho fosse uma bomba em suas mãos, prestes a explodir...tipo "meu Deus, e agora, o q eu vou fazer?". Esse tipo de mãe realmente fica perdida, pois desde q o filho nasceu, é outra pessoa q cuida dele, dá banho, põe na cama, etc. Ela nunca "põe a mão na massa", não interage, não embala, no máximo faz um bilu bilu, tira fotos e compra roupinhas fofas...tipo mãe de fachada.
parece exagero? é, mas não é não, infelizmente muitas mães estão terceirizando completamente a criação de seus filhos, contratando babás não como auxiliares e sim como mães substitutas...
triste, né?
bjs
daniela
Oi Amanda ,concordo com vc babá serve para auxiliar ,não fazer o papel dos pais ,como a Daniela em cima falou ,tem casos que os pais se distância dos filhos ,nem sabe o gosto deles ,não consegue dominar ,infelizmente esse é o cenário da vida atual ,acho corretissimo vc por a Lo na escolinha ,e ter seu tempinho para fazer suas coisas ou msm seu trabalho ,educação escolar nunca é demais .Bjusss
Obs. as meninas estão lindas..
Oi Amanda, concordo plenamente com o que você disse e as demais. Tive duas empregadas com três filhos na época em que trabalhava fora, mas os tempinhos durantes a semana e os finais de semana eram nossos, dos pais. E as duas saiam uma na sexta e outra no sábado pela manhã. Agora nesta vida aqui da Costa Rica, faço tudo e percebi que dou conta do recado. Esta fase das crianças é passageira e muito boa para deixar por conta de uma terceira pessoa, não é verdade? Tô contigo e não abro. Em 2011 também terei mais tempo para mim e quem sabe trabalhando em algo como você, em casa...beijocas, Mirian
concordo em gênero, número e grau Amanda!!! Enxergo as babás como um auxílio qdo necessário; mas delegar - sobretudo a presença, o carinho e a educação, jamais.
beijo grande, amei o post!
Elza, mãe de Lalá e Tom
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