Enfim, sós – Parte 2
Já tomei uns puxões de orelha da minha mãe por não atualizar o blog, então vamos lá. No último post escrevi de nosso primeiro final de semana longe das meninas e contei que era mais teste para uma outra viagem. Milagres acontecem e eu e o maridão fomos passar 12 dias fora, viajando pela França e Holanda. Ganhamos as passagens do meu sogro e corremos para esquematizar tudo. As meninas ficaram na casa do sogrão, com minha sogra e a empregada de lá cuidando delas. Minha empregada ficou incumbida de ir para lá todos os dias (as casas são bem perto), para cuidar da Lorena e das coisas das meninas (lancheiras, material, uniforme). Contratei uma perua escolar para leva-las e busca-las na minha ausência. E com o coração na mão, mas muita alegria no coração, partimos. Foi ótimo, maravilhoso. A última vez em que viajamos para o exterior foi no início de 2002, antes de eu engravidar da Bellinha. Para a Europa, fomos em 1996, poucos meses depois de termos começado a namorar. Naquela época éramos “jovens” (fiz 21 anos no dia em que cheguei lá) e fomos no esquema “mochilão” mesmo, dormindo em trens e afins. Agora foi uma visão totalmente diferente, hospedagens mais confortáveis, nós dois mais maduros, pais responsáveis. Muito bom nos reconectarmos novamente, passar todos esses dias só um com o outro. Confesso que achei que seria mais difícil. Nos dias anteriores a viagem eu pegava Lorena no colo e meu coração me questionava como eu iria deixa-la com alguém, já que somos tão agarradas. Mas deu tudo certo, graças a Deus! Comprei um pacote da minha operadora de celular e ligava todos os dias quando elas voltavam da escola para saber das novidades. Minha sogra fez uma tabela e ia marcando os dias que faltavam para chegarmos e dava nota diária pelo comportamento delas (tiraram 10 todos os dias, mas acho que tem mamata da vovó aí). Lorena, minha maior preocupação, não deu muito trabalho. Acabou transferindo a função materna/paterna para Bellinha, que virou a “mãe Bella” e para a Lu, o “papai Lu”. E Bellinha desempenhou muito bem o papel de mamãe, trocava fralda, vestia a irmã, dava a mamadeira, até acordou de madrugada para cuidar da irmã caçula que teve um febrão um dia antes da nossa chegada. Para elas sei que passou rápido, pois a rotina ajuda a acelerar o tempo. Mas para nós esses 12 dias pareceram 1 mês, pelo tanto de coisas que fizemos, o dia todo andando e rodando por ali.
Voltamos dia 30, uma segunda, bem cedinho. No final de semana anterior, as meninas já tinham voltado pra casa com minha mãe e a Super Bel, para irem se ambientando novamente. Chegamos e as encontramos dormindo. Fomos acordar as mais velhas primeiro. Assim que deram os primeiros beijos e abraços, já perguntaram dos presentes, claro. Aí fomos acordar a nenezinha, que dorme em outro quarto. Foi tão lindo, ela abriu os olhos, viu o pai e, ainda meio desconfiada, começou a tocar nele. Quando viu que era ele mesmo, gritava “papai, papai”. Quando me viu, ficou mais feliz ainda. Segurava meu rosto com suas mãozinhas pequeninas. Inesquecível. E eu estava com tanta saudade delas, nossa. Foi meio que meu limite, não agüentaria mais tempo longe não.
No mesmo dia já voltei pra rotina de escola/lição/natação/ballet. Ainda um pouco grogue com o fuso, mas renovada por dentro. Foi bom demais percebemos que ainda somos um casal jovem, cheio de amor e companheirismo. Combinamos tentar fazer uma viagem bacana assim a cada dois anos. Tomara que esses planos se realizem.

4 Comentários:
Ai que vontade que tenho de fazer isso também! Meu sonho é conhecer Paris! E seu que meus filhotes ficariam bem com as vovós! Espero logo realizar esse sonho! Bjus!
Precisa dar um jeito para que eu possa transportá-las de um lado para o outro. Afinal, aqui é meio longe da sua casa e da escola. Mas eu topo.
Beijão
Que delícia de viagem! Tempo a sós com o marido é super importante mesmo. E se desprender das filhas assim é um desafio e tanto. No final tenho certeza que a família toda saiu ganhando muito! Abraços,
Ah que delícia Amanda ! Que bom que vocês têm pessoas de confiança por perto, isso não tem preço ! A saudade deve ter sido imensa, com certeza ! E fiquei imaginando, encantada, a cena da Lorena acariciando o seu rosto. Que fofa ! Carinho de filho é a melhor coisa do mundo !!
Bjs
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