Enfim, sós.

Pois é, eu e papai conseguimos. Depois de quase 8 anos, fizemos nossa primeira viagem a dois, curtindo dois dias de romance. Fomos pra Campos do Jordão no último final de semana de julho. Mas não foi tão fácil assim, não.
Eu já havia esquematizado tudo com minha mãe e a Bel, babá do primo delas (ele estava viajando na época). A Bel é a pessoa em que mais confio para ficar com minhas meninas. Não é uma babá qualquer, a tenho como uma amiga mesmo, é uma das pessoas com quem mais converso hoje em dia.
Mas como nada é muito fácil nessa vida, fui vítima da “Lei de Murphy”. Pouco antes do almoço, escuto um grito de dor da Lorena vindo do meu quarto. Corri até lá e a encontrei chorando muito, com o bracinho mole. Dona Luiza havia aprontado algo. Dei uma dura e ela acabou confessando. Contou que puxou com bastante força o braço da neném. Foi um perrengue daqueles. Só de encostar de leve no braço dela, ela berrava de dor. Na hora vi minha viagem indo por água abaixo, mas ainda esperei um tempo pra ver se ela parava de chorar (ela é um tanto exagerada). Depois de 1 hora sem o fim das lágrimas, corri com ela pro Pronto Socorro. Já havia avisado minha mãe e a Bel que não iríamos mais. Eu já imaginava ela de tipóia do braço, tomando anti-inflamatório, dormindo mal pra caramba. Eu estava tremendo de nervoso.
Para nossa surpresa, o problema foi resolvido em 10 minutos no PS. O ortopedista que nos atendeu foi excelente, muito atencioso. O diagnóstico: “Pronação dolorosa”. Disse que ela havia deslocado o osso “rádio”, que fica no final do cotovelo. Falou que é muito comum em crianças de até 2 anos. Em 1 minuto colocou o braço no lugar de novo e na mesma hora ela parou de chorar e já começou a mexe-lo normalmente. Nem acreditei!!! Ainda havia uma luz de esperança no fim do túnel.
Acabamos indo assim mesmo, só que saímos mais tarde do que o previsto. Foi uma delícia de viagem, combinamos não discutir por besteiras e conversamos muito, namoramos bastante e curtimos a liberdade. Confesso que achei que sentiria mais falta delas. E elas da gente. Ficaram super bem em casa, comportadas, obedientes. Meu maior medo era a reação da Lolli, pois ela é muito grudada a mim. E ela se portou super bem. Dormiu com a Bel sem reclamar, comeu super bem e não fez drama chamando a mamãe.
Nós passeamos muito a pé (que delícia andar sem ter que carregar alguém no colo), corremos pela cidade e saboreamos um fondue com um bom vinho em casa. Domingo, pouco antes do meio dia, pegamos a estrada de volta. O incrível foi que logo que chegamos começaram as brigas entre elas, para espanto da minha mãe e da Bel.
Na verdade, essa viagem era mais um teste para sabermos como elas se portariam na nossa ausência, já que estamos planejando uma viagem mais longa para o exterior. Agora é rezar pra tudo dar certo. Já estou mudando a rotina da pequena para se habituar a dormir com as meninas (sim, ainda continuo dormindo com ela...). Agora é esperar o grande dia chegar e rezar para tudo dar certo.

2 Comentários:
É sempre muito importante ter um tempinho só para o casal. Afinal os filhos acabam tomando muito o tempo da gente, mas o relacionamenteo do casal precisa estar sempre em ordem. Parabéns!
Puxa, que susto bem ás vésperas de uma viagem gostosa dessas, hein? Morri de dó pensando na dor no bracinho! Mas que bom que não foi nada e que curtiram a viagem! E Campos é tudo de bom, mesmo! Bjs
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