quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A questão do “educativo”

Estava navegando no blog da Flávia (que acho super divertido e cheio de coisas bacanas) e li um post sobre um sobre o recall que a Disney está fazendo nos DVDs do Baby Einstein – matéria do New York Times. A Flávia defende bem seu ponto de vista sobre o porquê não gosta desse tipo de vídeos. Terminei de ler e fiquei meio sem graça, com um misto de culpa, afinal Lorena assiste direto a versão brasileira dele, o Bebê Mais. Aí fiquei aqui refletindo, pensando no que o texto diz e parei com esse sentimento de culpa...E olha que o que não falta na vida de uma mãe são motivos para ficar se culpando. Afastei os pensamentos...

Eu nunca tive a menor pretensão em transformar minha bebê em uma gêniazinha ou mesmo acreditei que aquilo ali faria dela mais inteligente. Minha cunhada falou recentemente de uma pesquisa inglesa (porque será que sempre são os ingleses que fazem esses tipos de pesquisas?) que falava que crianças expostas a esses DVDs demoravam mais tempo para falar...Sinceramente? Balela! Não acredito nessas pesquisas, não acredito que monitorem apropriadamente o ambiente que a criança vive, nem o tanto de contato com os pais.

Se eu uso os DVDs como babá eletrônica? Vai ver que sim. E qual o mal nisso, em ter MEIA hora de sossego? Esses vídeos caíram como uma luva na minha vida quando Lorena era menorzinha, ainda engatinhava. Nem me vestir direito eu conseguia, com ela pendurada em mim. Aí descobri que era só botar o DVD que ela vidrava na tela. E eu conseguia me arrumar ou mesmo fazer alguma outra coisa. Eu já tinha um vídeo desses desde a época da Isabella, mas não pegou com minhas outras meninas. Já Lorena, adora, pede para botarmos.

Eu tenho um do Baby Einstein e vários outros do Bebê Mais e acho a versão brasileira bem mais animada, cheia de cantigas infantis brasileiras. Isabella e Luiza assistem com a irmã, animadas também, adoram cantar para a bebezinha, aprenderam várias músicas ali.

E dizer que o ideal mesmo é criança assistir TV somente depois dos dois anos é algo que soa bonito na teoria, quero ver na prática mesmo. E que mãe que vai ter paciência de ficar brincando com seu bebê o tempo todo. Eu passo o tempo todo com a Lorena mesmo. Só nos separamos quando ela dorme. Cansa, viu?

A experiência de ser mãe de três crianças me fez perceber que não adianta ficar se analisando o tempo todo, lendo manuais de pediatria, tentando não “estragar” as crianças. Falar que não pode comer no McDonald’s porque não é saudável? Claro que não é, mas faz parte do universo deles e uma vez ou outra não vai intoxicá-los, nem fazer deles obesos. Eu fui radical até o ano passado com a história do refrigerante, não deixava de jeito nenhum. Até elas começarem a pegar sozinhas nas bandejas das festinhas. E eu vou continuar proibindo? Aliás, elas não, só Bellinha por enquanto. Lulu ainda odeia o gás.

Bom, o que sei é que uma hora as coisas se ajeitam e eles crescem tão depressa mesmo, que o sofrimento intenso de um período vira apenas uma fase. Isabella, por exemplo, foi durante mais de 1 ano todas as noites para a nossa cama. Sofremos tentando impedir e hoje ela dorme bem no seu quartinho.

Eu misturei um monte de coisas tentando falar algo que não saiu direito. O que queria dizer mesmo é que o verdadeiro papel educativo é a nossa presença na vida delas, de corpo e mente (sãos!!), buscando contribuir com inteligência, sabedoria e humanidade. E a TV, claro, de maneira moderada...

4 Comentários:

Anonymous viviane disse...

concordo contigo, não dá para ser radical em nenhum sentido e eu acredito que toda mãe tem um termômetro de bom senso embutido para o que se refere a vida de sesu filhos. Ana, com 6 anos semana passada pôde pedir pela primeria vez 1 lata de refrigerante na lanchonete, foi a primeira vez. Antes disso era só sucos mesmo que artificiais. Nem esquentei, vai acontecer e ela nem curte muito...

6 de novembro de 2009 às 11:04  
Anonymous Anônimo disse...

Meu mais velho gostava do Baby Einstein, era 1/2 hora depois da janta dele que eu tinha para ajeitar a casa antes de leva-lo para cima para a rotina de cama. Mas nunca me passou pela cabeca deixa-lo assitir para faze-lo mais inteligente!!!! Eu comprei pela simplicidade dele e como uma baba por 1/2 hora sim, pronto falei! rsrsrsr

PatriciaUk

7 de novembro de 2009 às 04:24  
Blogger Ana Paula disse...

É isso aí, Amanda. A gente já sente culpa por tanta coisa, não adiciona mais isso não. A gente faz o que consegue fazer. Somos o melhor que podemos ser para nossos filhos. Eu fui uma que cresci vendo televisão e não tive transtorno nenhum. :) Eu tenho minhas ressalvas com TV, acho que Laura assiste demais, mas tb não tenho paciência pra ficar brincando com ela o dia todo. Além de ter tantas outras coisas pra fazer. É tudo questão de equilíbrio mesmo.

9 de novembro de 2009 às 11:29  
Anonymous Anônimo disse...

Tô aprendendo um monte de coisa lendo o seu blog e compartilhando suas experiências. Manu está com um ano e meio e ando sofrendo com ela querendo ir para nossa cama. É ma luta a noite inteira. Tem dias que estou disposta a sempre colocá-la de volta para o quarto dela. Em outros, me rendo. Mas achei um alento em sua experiência. Com jeito as coisas se resolvem. Não adianta ficar seguindo protocolos. E, como vc mesmo disse, elas crescem rápido e o sofrimento intenso de um período vira só uma fase. Perfeito isso. Quando ao Baby Aisnten, Manuela não curtiu. O meu “momento mágico” se chama Hi-5, quando coloco o DVD, consigo, ao lado dela, pelo menos folhear uma revista.

Continue escrevendo. Estou adorando isso.

beijos

Fernanda Lopes

23 de novembro de 2009 às 13:08  

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